terça-feira, 20 de outubro de 2009

Museu Calouste Gulbenkian - mostra Arte Déco



Um notável conjunto de criações representativas do estilo art déco, tendência artística que se afirma a partir da década de 1920, será objecto de uma exposição do Museu Calouste Gulbenkian a partir do dia 16 de Outubro até 3 de Janeiro de 2010.

A mostra Arte Déco, 1925 vai reunir uma centena e meia de requintadas peças de porcelana, cerâmicas, vidros, pinturas, desenhos, esculturas, jóias e mobiliário, que pretendem evocar a Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925. Do conjunto de peças agora apresentado no Museu Gulbenkian, cerca de meia centena estiveram expostas em Paris, como a importante escultura Le Printemps ou Hommage à Jean Goujon de Janniot, adquirida por Calouste Gulbenkian e que ornamentava a fachada do pavilhão “Hôtel du Collectioneur”.

Podem ser vistas jóias de Van Cleef & Arpels, Cartier, Chaumet e Boucheron, cerâmicas de Jourdain e Braquemond, porcelanas de Rapin, pinturas de Le Corbusier, Léger e Laurencin, esculturas de Janniot e Joseph Bernard, vidros Baccarat e de Lalique, peças de mobiliário de Ruhlmann, Leleu, Groult e Dunand, ourivesaria Christofle, têxteis de Dufrêne e Miklos, e ainda livros ilustrados e encadernados (Schmied, Dunand e Legrain), obras provenientes de colecções públicas e privadas estrangeiras, maioritariamente francesas e também nacionais.

Para além da referida escultura de Janniot, figuram na exposição várias outras peças da colecção Gulbenkian nomeadamente jóias, vidros, objectos decorativos e livros de arte representativos desta nova forma de expressão visual.

Apesar da ausência oficial de Portugal na exposição de 1925, o escultor Canto da Maya, na altura a viver em Paris, apresentou obras suas em diversos pavilhões franceses, estando agora representado com duas obras de que se salienta a terracota Eva ou Femme au Serpent.

A exposição contou com empréstimos de obras de instituições públicas e privadas, maioritariamente francesas, que aceitaram emprestar alguns dos tesouros das suas colecções. As especialistas Chantal Bizot e Dany Sautot comissariam esta mostra.

Entre as actividades em torno da exposição, destaque para dois recitais dedicados à música francesa nos primórdios do século XX, nos dias 18 de Outubro e 8 de Novembro e para o programa de visitas orientadas, terças e quintas, às 15h.

sábado, 26 de setembro de 2009

HISTORIA DA JOALHARIA NOS ANOS 20





A Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925 em Paris estabeleceu um novo estilo para o Modernismo, que tinha nas formas geométricas e abstractas a expressão maior do design do movimento.

A Primeira Guerra Mundial interrompeu a criação joalheira e quando o conflito acabou, uma das consequências do mesmo foi uma completa alteração nos valores, tradições e costumes. A moda também sofreu uma enorme mudança, acarretada também pela mudança do papel da mulher na sociedade ocidental, mudança esta impulsionada pela necessidade das mulheres terem ocupado o lugar dos homens no trabalho durante a guerra. Começavam os chamados “loucos anos 1920”.
Os vestidos fluidos, de cintura baixa e sem mangas próprios da moda do período pós-guerra eram perfeitos para as jóias Art Déco, geométricas, lineares e com um contraste de cores nunca visto antes. Devido ao consumo desenfreado, fruto da emancipação feminina e também do alívio trazido pela paz conseguida no Tratado de Versalhes, as vendas de jóias alcançaram patamares recordes.

O bracelete pode ser considerado a jóia mais usada do período Art Déco e foram confeccionados em inúmeros designs diferentes, geralmente decorados com diamantes em lapidações carré , rubis naturais e sintéticos e safiras.
A gema mais popular do período foi o diamante. Rubis, safiras, ônix, Esmeraldas, corais, marfins, jades, madrepérolas e cristais-de-quartzo foram também muito utilizados na decoração das jóias Art Déco e, frequentemente, serviam de moldura ao diamante. Para esta gema predileta, as lapidações geométricas eram as favoritas: baguete, triangular e esmeralda. O grande aumento da produção de pérolas cultivadas fez com que a pérola passasse a ser uma gema mais acessível à classe média e faziam parte dos trajes de noite, em colares usados ao pescoço ou torcidos à volta da cintura. O metal mais utilizado foi a platina, além do ouro branco e da prata. Os vestidos de noite, com alças finas e costas nuas ficavam perfeitos com longos colares de pérolas e sautoirs. Os alfinetes eram desenhados para serem usados aos pares, nos vestidos e usou-se muito também o broche em cintos, lapelas de casacos, bolsas, sapatos e chapéus.
Os motivos na joalheria Art Déco eram caracterizados por designs geométricos, diversas combinações de cores criando contrastes e padrões abstractos. Em 1922, a descoberta da tumba do faraó Tutancâmon serviu de inspiração para o período, assim como o Cubismo, as artes persa, africanas e orientais, além do Jugendstil.
A queda da Bolsa de Nova York em 1929, seguida da Grande Depressão, pôs fim aos “loucos anos 1920” e ao delicado e geométrico design Art Déco.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Exposição Colectiva na FABRICA FEATURES


2009-10-31
2009-11-24
Lisboa
Portugal
FABRICA FEATURES | Edifício Benetton Megastore | Rua Garrett n.83, 4º andar


Exposição Colectiva na FABRICA FEATURES

Artistlevel em associação com a FABRICA FEATURES, realiza em Novembro, uma exposição colectiva da comunidade artistlevel.org, procurando divulgar a criatividade e a diversidade artística desta nova plataforma de arte.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Artistlevel | AMIArte

Artistlevel

Estará patente entre 3 e 19 de Setembro na Galeria AMIArte, no Porto, a Exposição Artistlevel | AMIArte.

Enunciando um conjunto singular que reúne 37 trabalhos de 12 artistas, a Artistlevel Networks e a AMI criaram uma exposição heterogénea em estilos e técnicas, incorporando artistas de várias gerações e áreas.

Trata-se de um evento particular, no qual artistas e coleccionadores têm a oportunidade de contribuir solidariamente para a AMI, revertendo 50% do valor das vendas para esta Instituição de reconhecido mérito internacional.

A iniciativa faz parte de um leque de acções de âmbito solidário, que traduz um dos aspectos da dinâmica e directriz programática da ArtistLevel Networks, criando deste modo a oportunidade para o directo acesso e aquisição de obras de arte e tornando possível a contribuição solidária, de cada artista e de cada comprador, para instituições de solidariedade social.

Pintura e Desenho | Cláudia Barradas; Eduardo Bragança; Elsa Labistour e Natália Barros; Fátima Mateus; Filipa Silveira; Francisca Menezes Ferreira; Isabel Mourão; Joana Lobo Anta; M Lowndes; Fotografia | Diana Mestre; Joalharia | Rita Carvalho Marques.

Ver obras em www.artistlevel.org

Press Release

Convite

ArtistLevel Networks

terça-feira, 18 de agosto de 2009

EXPO - PORTO

Arte Solidária

Exposição colectiva ArtistLevel na Galeria AMIArte
Event
2009-09-03
2009-09-19
Porto
Portugal
Galeria AMIArte, Rua da Lomba nº 153


Arte Solidária

quarta-feira, 3 de junho de 2009

POP UP



A JOALHARIA DE ARTE PÓS-MODERNA

A função da arte
Sábio filósofo grego, Aristóteles já dizia há dois mil anos que a arte é a ideia da obra, a ideia que existe sem a matéria. O executar, produzir e realizar é ao mesmo tempo o inventar, figurar e descobrir uma concepção dinâmica de poesia artística. Arte estimulante é essencial na vida de todo ser perspicaz, despertando o supra-sensível no homem. Ao expor em contexto sistemático seu conhecimento e filosofia, o artista retrata a visão de seu tempo e coloca a alma na obra, para atribuir-lhe um sentido. A criação artesanal é, na sua essência, a expressão emocional de um grupo, já a criação artística é a expressão racional de um indivíduo.

A função da jóia-arte
Joalharia contemporânea provém da arte e do ofício tradicional, das formas simbólicas do design abstracto e/ou geométrico e das variantes conceituais avant-garde, que testam os próprios limites da joalharia. Dessa forma, jóias de arte são peças inventivas, compostas a partir de ideias específicas, enaltecendo características únicas. Hoje, para criar a jóia-arte, são necessários símbolos engenhosos com os quais se possa ter um envolvimento mais efectivo. Joalharia artística, assim como escultura e pintura, revelam com clareza o estilo de quem a concebe e a usa.

Os diferentes processos na fabricação de jóias

Joalharia de autor é composta por peças feitas à mão pelo próprio mentor, mas nem sempre oriunda de projectos. Muitas vezes, essas jóias são determinadas por ensaios ou fatalidades que venham ocorrer durante a execução. Na joalharia industrial, o designer, usando a computação ou assistindo o modelador, produz protótipos para a seriação das peças, acabadas à mão. Nesses modelos, o escultural é destituído do seu aspecto tridimensional oneroso, comprometendo a força de expressão do autor e, portanto, sua originalidade. E na joalharia de arte, o artista em geral supervisiona a elaboração manual de cada projecto inovador, feito por um artesão de sua escolha que, se for preciso, crie suas próprias ferramentas para a realização das peças.

A contribuição da jóia artística para a joalharia

A busca do novo pelo novo, a arte para a média, não permite a experiência se acumular ou se aprofundar em significação artística. A tradicional arte da joalharia está longe de ser ditada por moda efémera, como se quer fazer crer. Ao contrário, de acordo com pesquisas recentes, as cores das gemas oscilam apenas entre tons fortes ou pastéis. Invenções inusitadas são imprescindíveis para o desenvolvimento tecnológico da indústria e para melhor orientar artífices em seus ofícios. Alavancando as vendas da indústria e agregando valor sem igual às exportações, a criação artística é uma ferramenta ímpar. Arte também edifica: a Tate Gallery moderna foi construída com o lucro do governo inglês da exposição solo do artista Damien Hirst, em Nova Iorque.

As classes distintas de joalharia

Arte regional é excludente... Todos compreendem uma peça do Feodor Dostoievsky, mas muito poucos entendem uma do Mauro Rasi sobre suas tias de Bauru. Ferreira Gullar em seu livro Argumentação contra a morte da arte nos esclarece: “A capacidade criadora do artista consiste em transcender o que é particular, regional, e erigi-lo em expressão universal. Quando o consegue, a obra se torna, por seu conteúdo, universal e, por sua forma, nacional. A obra de arte, antes de ser nacional, tem que ser obra de arte”.

Em Portugal, o designer de jóias conceituais abre caminhos para o sector, mas é ainda visto como designer de jóias artesanais ou industriais, por falta de uma classe distinta de joalharia de arte. Portanto, cabe à classe consciencializar-se da importância de se organizar e conquistar seu próprio espaço e o Mundo.